Brasil chega pessimista a dia de tarifas de Trump e teme que aço seja taxado duas vezes
Governo Lula se prepara para possíveis tarifas prejudiciais dos EUA, ressaltando a fragilidade nas negociações comerciais. Expectativas são de impactos significativos nas exportações brasileiras, principalmente nas indústrias de aço e autopeças.
Governo Lula pessimista enfrenta tarifaço de Trump, com anúncio previsto para quarta-feira (2), às 17h (de Brasília).
A falta de avanços nas negociações deixa o Brasil preocupado com tarifas adicionais ao aço e alumínio, que podem gerar um efeito cumulativo.
Os principais itens exportados incluem produtos semiacabados de aço, petróleo bruto e aeronaves, totalizando US$ 2,66 bilhões em vendas ao EUA em 2022.
Trump também anunciou tarifas sobre automóveis importados, afetando o setor de autopeças, que exportou cerca de US$ 1,3 bilhão em 2024.
O governo brasileiro admite que pode enfrentar um imposto linear sobre toda a pauta de exportação, com expectativas de tarifas lineares se listados como alvo.
Documentos da administração Trump indicam que os EUA veem o Brasil como um país problemático, devido a discrepâncias tarifárias e barreiras não tarifárias.
Recentes esforços de negociação se concentraram em cotas para tarifas sobre aço e alumínio, mas sem clareza sobre novas sobretaxas.
Às vésperas do anúncio, o clima é de imprevisibilidade, com reuniões canceladas e decisões concentradas na figura de Trump.
Trump avalia duas opções:
- Uma tarifa fixa de 20% para todos os países.
- Taxas diferenciadas baseadas em barreiras impostas ao EUA.
Com a possibilidade de arrecadar US$ 6 trilhões com as novas tarifas, o Brasil busca um arcabouço legal para responder rapidamente a medidas protecionistas.
O governo Lula e a bancada ruralista no Senado uniram-se para aprovar o PL de reciprocidade sobre regras ambientais e comerciais, com 16 votos a favor na CAE, agora aguardando análise na Câmara.