Brasil está na mira das ‘tarifas recíprocas’ que Trump anuncia hoje: qual é o plano de contra-ataque do governo?
Governo brasileiro intensifica esforços para proteger exportações diante da ameaça de tarifas recíprocas dos EUA. Senado aprova projeto de lei que busca garantir a reciprocidade nas relações comerciais entre Brasil e outros países.
Antecedentes de Tarifas Recíprocas nos EUA
Na véspera da apresentação das “tarifas recíprocas” pelo presidente Donald Trump, o governo Lula busca mitigar impactos em empresas brasileiras exportadoras. O Brasil é mencionado em relatório americano por relações comerciais injustas.
Determinantes das Tarifas
As tarifas podem ser lineares, variando entre 10% a 25%. O governo brasileiro implementa estratégias, incluindo retaliações caso as tarifas se concretizem, com apoio unânime do Senado, que aprovou projeto de lei sobre reciprocidade nas regras ambientais e comerciais.
Aprovação da Câmara
O PL da Reciprocidade Econômica contou com a liderança da senadora Tereza Cristina e busca celeridade na Câmara dos Deputados. A proposta tem suporte político bipartidário e visa garantir ferramentas de negociação para o Brasil.
Medidas de Retaliação
- Aumento das tarifas sobre produtos dos EUA, incluindo itens como automóveis e alimentos.
- Possibilidade de taxação sobre lucros de filmes americanos.
- Quebra de patentes em situações de emergência de saúde pública.
Retaliações seriam um último recurso, visando proteger a indústria e o consumidor brasileiro.
Posição do Governo
Ministro Fernando Haddad criticou tarifas como retaliação injustificável. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defende negociações e diálogo, ressaltando que a relação comercial com os EUA é superavitária para este último.
Definições sobre Tarifas Recíprocas
Tarifas recíprocas dizem respeito a medidas bilaterais para igualar barreiras comerciais. Os EUA visam ajustar tarifas conforme práticas de comércio injusto de parceiros. A implementação pode variar entre produtos específicos e tarifas médias.
Impacto Global
Nações em mercados emergentes, como Índia e Argentina, podem ser as mais afetadas, pois os EUA tentam corrigir um déficit comercial global. O governo Trump avalia países com superávits elevados em relação aos EUA.
A proposta de tarifas recíprocas reflete uma mudança estratégica na política comercial americana, buscando equilibrar a balança comercial.