Brasil na capa da Economist: Julgamento de Bolsonaro 'dá lição aos EUA de maturidade democrática'
A revista The Economist analisa o julgamento de Jair Bolsonaro, destacando as semelhanças entre a situação política brasileira e a americana. O editorial enfatiza a resiliência democrática do Brasil em contraste com o que considera uma ascensão à corrupção e autoritarismo nos Estados Unidos.
The Economist destaca o julgamento de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, acusado de tentar liderar um golpe de Estado.
A revista traz na capa uma imagem de Bolsonaro com as cores do Brasil e um chapéu similar ao do "viking do Capitólio".
Uma longa reportagem explora a trajetória política brasileira e a investigação contra Bolsonaro e aliados.
No editorial intitulado "Brasil oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática", discute-se a diferença entre as reações dos EUA e do Brasil às ameaças democráticas após os eventos de 2021. A Economist critica a corrupção crescente nos EUA, destacando que o Brasil está salvaguardando sua democracia.
A revista caracteriza Bolsonaro como um "polarizador" e o "Trump dos trópicos", afirmando que ele e seus aliados provavelmente serão considerados culpados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora acusem Bolsonaro, ele e os outros negam as acusações. Segundo a revista, a tentativa de golpe foi um fracasso por incompetência, não por intenção.
O Brasil é visto como um caso de teste para a recuperação de países após períodos populistas. A Economist compara o Brasil com os EUA, observando que ambos parecem estar mudando de lugar.
A recuperação brasileira se fortalece devido ao reconhecimento das ações de Bolsonaro, com políticos de diferentes espectros desejando deixar para trás sua polarização. A maioria dos brasileiros acredita que ele tentou um golpe para permanecer no poder.