Brasil propõe candidatura única da Celac para mulher chefe da ONU pela 1ª vez
Brasil propõe candidatura feminina para a liderança da ONU durante cúpula da Celac. A iniciativa busca fortalecer a representatividade de gênero na organização, embora enfrente desafios devido a diferentes percepções entre os países membros.
Brasil apresenta proposta na cúpula da Celac: o país buscará uma candidatura unificada para que uma mulher da região ocupe o cargo de secretária-geral das Nações Unidas.
O atual secretário, António Guterres, sairá em dezembro de 2026, e a ONU nunca teve uma mulher no cargo.
A proposta foi formulada diante da necessidade de rotatividade entre regiões na secretaria-geral. O último latino-americano no cargo foi Javier Pérez de Cuéllar, de 1982 a 1991.
O Itamaraty reconhece que, apesar do apoio à iniciativa, as diferentes visões sobre gênero nos países podem dificultar a recomendação de uma mulher como candidata.
A embaixadora Gisela Padovan destacou: "A proposta não é obrigatória, mas tendo fortes candidatas, como Mia Motley e Michelle Bachelet, não há razão para não ser uma mulher."
Padovan ainda mencionou que países como a Argentina têm se oposto a questões de gênero recentemente, o que pode gerar dificuldades nas negociações.
A cúpula da Celac, que será em Tegucigalpa, Honduras, ocorrerá entre os dias 6 e 9 de dezembro. O presidente Lula da Silva participará da reunião de chefes de Estado.
Embora haja a questão das tarifas impostas por Trump, o Itamaraty afirma que esse assunto não será prioritário nas discussões, que já estão em andamento há semanas.