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Brasil quer evitar que agenda do Brics seja vista como contrária a Trump

Brasil lidera a agenda do Brics focando no comércio e na cooperação financeira entre os membros, apesar de tensões com os EUA. O grupo busca ampliar relações comerciais e discutir alternativas ao uso do dólar nas transações.

Presidência brasileira do Brics: Foco em aumentar o comércio entre os membros e defender o multilateralismo. A cúpula final ocorrerá no Rio de Janeiro em meados do ano, com encontros prévios de sherpas e ministros em abril.

Relação com os EUA: O Brics, que representa 39% do PIB global, não busca antagonizar o presidente Donald Trump, apesar de suas críticas. O grupo quer um papel afirmativo, aumentando a relevância do Brics ao questionar a liderança dos EUA.

Criação de moeda própria: Especulações sobre uma moeda Brics foram descartadas; o foco é na facilitação de pagamentos e parcerias comerciais.

Crescimento do comércio: O comércio entre os membros do Brics cresceu de US$ 17 bilhões em 2000 para US$ 334 bilhões em 2020, mas apenas 23% do comércio global é dominado pelo grupo atualmente. Há potencial a ser explorado.

Empréstimos em moeda local: Propostas incluem pagamentos em moedas locais, já usados entre a China e Rússia. O Banco de Desenvolvimento Novo está buscando ampliar empréstimos em moeda local, com operações limitadas até agora.

Avaliação da presidência: A agenda é vista como “politicamente menos ambiciosa”, com foco na institucionalidade do Brics. Iniciativas mais complexas, como a redução da dependência do dólar, ainda enfrentam dificuldades.

A importância do Brics: Países do grupo debatem formas de aumentar o comércio há anos, e o foco atual em moedas locais é uma resposta à urgência provocada por Trump. O Brics é crucial no contexto global, especialmente no que tange a minerais de terras raras.

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