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Brasil responde aos EUA e nega prática desleal de comércio

Brasil apresenta defesa à investigação do USTR, alegando improcedência das acusações. O governo insiste na transparência e conformidade das políticas brasileiras com as normas internacionais e solicita diálogo construtivo.

Governo Lula responde a investigação dos EUA

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma resposta à investigação do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre o Brasil.

No documento, afirmam que as alegações do USTR são "improcedentes" e que a premissa de prejuízo ao comércio dos EUA é "inverídica".

A investigação foi anunciada em 15 de julho e aborda seis frentes:

  • Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (Pix);
  • Tarifas injustas e preferenciais;
  • Fiscalização anticorrupção;
  • Proteção da propriedade intelectual;
  • Etanol;
  • Desmatamento ilegal.

A resposta foi coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, com apoio dos ministérios e do setor privado. O MRE afirma que as políticas brasileiras são transparentes, não discriminatórias e conformes às melhores práticas internacionais.

O Brasil rejeita a legitimidade de "instrumentos unilaterais" da seção 301, alegando que são "inconsistentes" com as regras da OMC. O comunicado ainda destaca que o Brasil possui um superávit comercial crescente com os EUA.

O documento, de 91 páginas, é assinado pelo ministro Mauro Vieira e solicita que o USTR reconsidere a investigação e busque um diálogo construtivo.

O governo brasileiro reafirma seu compromisso de resolver questões comerciais por meios cooperativos e legais.

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