Brasil se arma para retaliação ao tarifaço, mas plano é insistir em negociação com EUA
Lula busca negociar com os EUA para evitar retaliações comerciais após tarifas impostas por Trump ao aço e alumínio brasileiros. O governo planeja equilibrar sua resposta entre uma postura diplomática e a preparação para contramedidas, avaliando o impacto das medidas sobre as exportações.
Governo Lula se prepara para retaliações comerciais contra tarifas de Donald Trump, mas prioriza negociações com os EUA.
O objetivo é atuar em duas frentes:
- Mostrar disposição para retaliação
- Negociar cotas nas exportações de aço e alumínio
Setor metalúrgico é crucial, com exportações de US$ 3,5 bilhões em 2024 para os EUA. A defesa do acordo de cotas é uma prioridade, segundo o Instituto Aço Brasil.
Discurso de Lula em evento ressalta a reciprocidade nas relações comerciais. "Tomaremos todas as medidas cabíveis para defender nossas empresas", afirmou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin enfatiza que a prioridade é a negociação, não a retaliação. Embora a nova tarifa seja de 10%, ele observa que malefícios de uma guerra tarifária são evidentes.
A avaliação é de que a negociação já resulta em benefícios, com o Brasil recebendo tarifas menores que outros países. A proposta inclui argumentos simples sobre tarifas atuais e superávits comerciais.
Preocupações surgem no setor de máquinas, com a Abimaq ressaltando impactos negativos. As exportações de 2024 para os EUA representam 25% do setor, tornando-o menos competitivo.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, vê dificuldades e considera equivocado qualquer otimismo imediato. Sugere que a busca de diálogo é a abordagem correta, mas alerta para eventuais dificuldades futuras.
O embaixador francês acredita que tensões comerciais não facilitarão o acordo Mercosul-União Europeia, reforçando a necessidade de cautela nas negociações.