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Brasil sobe posições entre grandes empresas que publicam relatórios de sustentabilidade, aponta KPMG

Brasil avança no ranking de transparência em práticas ESG, com 93% das empresas divulgando relatórios sobre sustentabilidade. No entanto, a qualidade e a profundidade das informações ainda representam um desafio a ser superado.

Empresas brasileiras estão avançando na transparência sobre sustentabilidade, mas a qualidade das informações ainda é um desafio, segundo o estudo Rumo à Obrigatoriedade dos Relatórios de Sustentabilidade, da KPMG.

O Brasil subiu do 27º para o 19º lugar em um ranking de transparência em práticas ESG, com 93% das companhias publicando relatórios, um aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2023.

O país, junto ao Chile (96%), se destaca na América Latina, superando nações como Nova Zelândia (92%) e Suíça (90%). A liderança é dominada por Tailândia, Singapura e Estados Unidos, com 100% de empresas reportando suas práticas.

A CVM exigirá informações ESG a partir de 2026, e 92% das empresas usam matriz de materialidade em seus relatórios, superando a média global de 80%.

Além disso, 75% estão se certificando sobre a veracidade das informações ESG, um crescimento significativo de 9 pontos percentuais. 76% reconhecem a perda de biodiversidade como risco e 89% têm metas para reduzir emissões de carbono.

Por outro lado, 52% das empresas abordam a análise de impacto climático, uma queda de 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A COP30, marcada para novembro de 2024 no Brasil, será crucial para mostrar os avanços do país em sustentabilidade.

O Reporting Matters Brasil revela melhora na qualidade dos relatórios das empresas, mas apenas 14% priorizam os ODS da ONU. A maioria utiliza entre seis e dez temas materiais.

Finalmente, especialistas alertam para a importância de que as informações divulgadas reflitam o real impacto das ações das empresas no meio ambiente e na sociedade.

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