Brasil tem influência para convencer Rússia de garantias do cessar-fogo, diz chanceler da Ucrânia
Ucrânia aposta na influência diplomática do Brasil para facilitar negociações de cessar-fogo com a Rússia. A presença de garantias de segurança internacionais é considerada essencial para uma paz duradoura, segundo o ministro Andrii Sibiha.
Ministro ucraniano vê papel do Brasil nas negociações de paz com a Rússia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiha, acredita que o Brasil pode convencer a Rússia a aceitar um pacote de garantias de segurança para o cessar-fogo. Enquanto a Ucrânia deseja que países europeus monitorem a trégua, a Rússia rejeita a presença de tropas europeias.
Sibiha mencionou: "O Brasil tem influência sobre a Rússia". O tom é distinto do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que anteriormente afirmou que o Brasil havia perdido espaço nas negociações.
A Rússia aceitou um cessar-fogo parcial, mas os ataques continuaram. Sibiha questiona a confiança no Kremlin, enfatizando a necessidade de esforços coletivos para a paz e ressaltando o potencial do Brasil em mediar esse processo.
O presidente Lula terá uma reunião bilateral com Putin em maio, o que levanta a discussão sobre o papel do Brasil nas negociações de paz.
Em relação à presença de forças de paz de outros países, Sibiha afirmou que o fundamental é ter garantias de segurança reais, com a necessidade de apoio dos EUA e das tropas europeias.
Sobre as linhas vermelhas da Ucrânia, Sibiha destacou que não aceitarão compromissos que afetem sua integridade territorial e que buscam aumentar o custo para a Rússia por futuras agressões.
No contexto de ajuda militar, Sibiha enfatizou a necessidade de a Ucrânia se tornar mais autossuficiente em defesa, mencionando potenciais colaborações com o Brasil na indústria de drones.
A proposta de acordo de paz apresentada por China e Brasil, segundo Sibiha, não contraria os interesses da Ucrânia, destacando semelhanças com a fórmula de paz de Zelenski.
Sibiha, que é ministro desde setembro de 2024, observa que a cúpula do Brics em julho pode ser uma nova oportunidade de diálogo e engajamento para avançar nas resoluções de conflito.