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Brasil tem mais empresas de gás natural, mas infraestrutura e regulação inibem queda de preço

Nova legislação busca aumentar a competitividade e reduzir custos no mercado de gás natural. Apesar dos avanços, desafios regulatórios e infraestrutura ainda comprometem a eficiência do setor.

Começa a valer redução de 14% no gás natural.

O número de empresas autorizadas a comercializar gás natural cresceu, em média, 15% ao ano desde 2021, segundo o Observatório do Gás Natural, lançado nesta segunda-feira (25).

  • A transporte de gás também apresenta alta, com crescimento de 19% ao ano.
  • O mercado passa por abertura gradual desde a nova lei de 2021, reduzindo a presença da Petrobras em contratos de 100% para 69% até fim de 2024.

Desafios do setor incluem concentração de mercado e limitações de infraestrutura. Andrea Macera, do MDIC, afirma que o Brasil paga R$ 43 por milhão de BTUs a mais que os EUA, impactando a competitividade.

O número de consumidores livres (grandes empresas que compram gás diretamente) cresceu 70% ao ano.

Rogério Caiuby destaca que, apesar do crescimento no número de agentes, a concorrência real ainda não se concretizou por barreiras regulatórias e comerciais.

Macera ressalta que a nova lei avançou, mas precisa regulamentar legislações para corrigir assimetrias regionais e que o preço do gás no nordeste é 20% mais barato que no sudeste.

Pequenas e médias empresas podem ser afetadas pela exigência de alto consumo para migrar para o Mercado Livre.

Há necessidade de aumentar investimentos em infraestruturas essenciais como gasodutos e terminais. “Não basta produzir gás, é preciso transportá-lo e distribuí-lo”, analisa Macera.

O Observatório do Gás reúne dados oficiais do setor, com expectativa de reduzir custos e diagnosticar o mercado em estados diferentes.

Dividido em sete módulos, o observatório contém informações sobre:

  • oferta e demanda;
  • transporte;
  • distribuição;
  • comercialização;
  • regulação;
  • escoamento;
  • processamento e indicadores de abertura.
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