Brasil terá apoio do BID para ampliar qualificação e empregabilidade dos inscritos no CadÚnico
Governo e BID firmam parceria para impulsionar crédito e inclusão social de pessoas cadastradas no CadÚnico. A iniciativa pretende beneficiar grupos vulneráveis e contribuir para o combate à fome e à pobreza no Brasil.
Governo brasileiro receberá apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa Acredita, que oferece créditos a inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).
O ministro Wellington Dias se reuniu com o presidente do BID, Ilan Goldfajn, em Santiago, Chile, e assinou um protocolo de colaboração priorizando grupos vulneráveis, como mulheres e jovens.
Objetivo da parceria: inclusão social e produtiva. O BID ajudará a calibrar as taxas de juros para esse público, embora não haja previsão de aportes financeiros imediatos.
O BID se comprometeu a destinar US$ 25 bilhões até outubro de 2024 para combater a fome e a pobreza, com foco em população vulnerável. Sua meta é que metade de seus novos projetos atenda a essas comunidades.
O protocolo busca acelerar a inclusão produtiva dos inscritos no CadÚnico, reduzindo barreiras no mercado de trabalho e aumentando acesso à qualificação.
Meta do programa: alcançar 1 milhão de empreendedores até o fim do ano, tendo já fechado 155 mil negócios com empreendedores do Bolsa Família. O microcrédito varia de R$ 21 mil a até R$ 1,2 milhão, dependendo da etapa.
Combate à informalidade: 16,5 milhões de beneficiários foram contratados formalmente. O ministro afirmou que 4 milhões têm carteira assinada e recebem Bolsa Família.
Dias destacou parcerias com o setor produtivo, como a construção civil em Fortaleza, e se reuniu com o diretor da Cepal para discutir ações contra a fome.