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Brasileiro não tem que pagar por energia desnecessária, diz diretor-geral da Aneel

A Aneel destaca que os consumidores não devem arcar com os prejuízos das geradoras de energia renovável diante dos cortes de produção. O setor elétrico brasileiro enfrenta um dilema sobre como equilibrar riscos e encargos no fornecimento de energia.

Diretor da Aneel, Sandoval Feitosa, afirma que cortes em energia renovável são risco das geradoras.

Em evento da Bloomberg NEF em São Paulo, Feitosa declarou que o consumidor não deve arcar com prejuízos das empresas. Segundo ele, “o risco tem que se traduzir em preço” e as empresas devem se adaptar.

A principal discussão no setor elétrico brasileiro gira em torno dos prejuízos das geradoras de energia solar e eólica. Essas empresas pedem, na Justiça, que perdas sejam incluídas nos encargos do sistema, atualmente pagos apenas por consumidores.

  • Prejuízo em 2022: quase R$ 2,5 bilhões segundo associações.
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta que para cada R$ 1 bilhão indenizado, a tarifa do consumidor aumenta cerca de 0,4%.

Os cortes ocorrem quando a geração de energia supera a demanda e a capacidade de transmissão, especialmente no Nordeste. O ONS (Operador Nacional do Sistema) opta por cortar a energia dos geradores, que precisam comprar energia no mercado livre.

Empresas de energia renovável argumentam que os cortes não são decorrentes de falhas operacionais, mas sim de limitações do sistema. Feitosa reconhece o risco, mas afirma que o governo buscará minimizar esses problemas.

Essa discussão motiva chamadas por uma reforma no sistema elétrico, pois o crescimento da geração de energia está atrelado a subsídios dados a modelos como a geração distribuída, onde consumidores instalam painéis solares.

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