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“Breque dos apps” tem protestos em ao menos 20 capitais do país

Entregadores de aplicativos realizam manifestações em diversas capitais do Brasil buscando por melhores condições de trabalho e aumento de remuneração. Após negociações frustradas, a mobilização se espalha por cerca de 60 municípios, destacando demandas relacionadas à taxa mínima por corrida e aumento no pagamento por quilômetro.

Entregadores de iFood, Uber Flash e 99 Entrega protestaram em ao menos 20 das 27 capitais nesta segunda-feira (31.mar.2025), exigindo melhores condições de trabalho e aumento de remuneração.

A mobilização, denominada “breque dos apps”, se espalhou por cerca de 60 municípios após falhas nas negociações para regulamentação da categoria.

As principais reivindicações incluem:

  • Taxa mínima de R$ 10 por corrida;
  • Aumento da remuneração por quilômetro de R$ 1,50 para R$ 2,50;
  • Limitação da atuação das bicicletas a um raio máximo de 3 km;
  • Pagamento integral para entregas agrupadas.

Os trabalhadores afirmam que a precarização do trabalho os força a longas jornadas para garantir renda.

Grandes centros urbanos, como São Paulo, onde os entregadores se reuniram na praça Charles Miller e protestaram até a sede do iFood, foram fortemente afetados.

As capitais com protestos incluíram São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, entre outras.

O iFood, alvo principal dos protestos, destacou que aumentou os valores pagos aos entregadores. A taxa mínima foi ajustada de R$ 5,31 em 2022 para R$ 6,50 em 2023, e a empresa busca diálogo para melhorias.

Segundo o iFood, o ganho bruto por hora hoje é quatro vezes maior que o salário mínimo-hora nacional.

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