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Caiado aposta na força do agro para tentar ocupar vácuo de Bolsonaro em 2026

Ronaldo Caiado avança com sua pré-candidatura à presidência enquanto se distancia do bolsonarismo, buscando se posicionar como representante moderado do agronegócio. Apesar de pressões internas e desafios legais, ele se mantém firme em sua estratégia de ampliar seu reconhecimento nacional antes das eleições de 2026.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anuncia sua pré-candidatura à presidência em 2026, na expectativa de preencher o vácuo deixado por Bolsonaro. Embora tenha sido reeleito há dois anos, Caiado busca aumentar seu reconhecimento nacional como um representante da ala "moderada do agronegócio".

Bolsonaro, apesar de sua inelegibilidade, ainda se recusa a ceder seu espaço, o que pressiona Caiado a definir seus próximos passos. O governador já foi candidato em 1989, onde obteve 0,72% dos votos.

Recentemente, Caiado reafirmou seu compromisso com o lançamento de sua pré-candidatura em Salvador, mesmo diante de pressões do seu partido, União Brasil. Ele receberá homenagens na cidade, como o título de Cidadão Baiano.

Analistas ponderam sobre sua candidatura, destacando contradições no União Brasil, que faz parte da base do governo Lula e ainda discute uma federação com o Progressistas (PP).

Caiado enfrenta também uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, que o tornou inelegível por 8 anos, mas pode recorrer. Ele se afastou do bolsonarismo, mas ainda assim enfrenta resistência de figuras extremas dentro do agronegócio.

Em resposta à radicalização, Caiado se posicionou contra o impeachment de ministros do STF e criticou a ideia de que o Brasil vive uma 'ditadura'. Ele busca se distanciar de Bolsonaro, pois os dois romperam e se reaproximaram em eleições anteriores, mas as divergências em 2024 podem aprofundar a separação.

Recentemente, o governador se posicionou favorável à anistia para pessoas não envolvidas em crimes graves, mas condizente com uma visão moderada, enquanto a ala radical continua a levantar questões usadas por Bolsonaro.

Além disso, apesar de se mostrar como uma opção viável para a presidência, Caiado sofreu um revés com a desistência do cantor Gusttavo Lima em se juntar a sua chapa. Especialistas afirmam que sua candidatura pode ser a primeira do agronegócio em décadas.

Os desafios enfrentados por Caiado revelam a complexidade da política brasileira, com interesses variados e fragmentação na direita, enquanto ele tenta solidificar um espaço como candidato conservador.

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