Caixa destina R$ 50 milhões para florestas produtivas na Amazônia
Recursos visam capacitar agricultores da Amazônia em práticas sustentáveis e reflorestamento, com foco na recuperação da vegetação nativa. A iniciativa é parte do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, que busca restaurar 12 milhões de hectares até 2030.
Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Caixa Econômica Federal foi firmado nesta terça-feira (1º).
R$ 50 milhões serão disponibilizados para o Programa Nacional de Florestas Produtivas.
Os recursos serão utilizados para abrir uma chamada pública de assistência técnica e extensão rural para famílias na cadeia produtiva agroalimentar sustentável.
O ministro Paulo Teixeira destacou que o objetivo é capacitar famílias produtoras na Amazônia a recuperar a floresta com espécies produtivas, garantindo sustentabilidade ambiental e econômica. Ele apontou que o cultivo de frutas como açaí e cacau pode trazer retornos financeiros melhores que os da soja.
Ainda segundo o ministro, serão firmados acordos com universidades públicas para ajudar agricultores de assentamentos da reforma agrária e povos tradicionais a recuperar a cobertura verde até novembro, em preparação para a COP30.
O acordo integra a segunda série de editais do Programa Florestas Produtivas, parte do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que visa recuperar 12 milhões de hectares até 2030.
Os recursos vêm do Fundo Socioambiental Caixa (FSA CAIXA), criado em 2010 para apoiar projetos sociais e ambientais. Carlos Vieira, presidente da Caixa, afirmou que o valor é oriundo de multas aplicadas a agressores do meio ambiente.
Durante a assinatura, a Caixa também firmou um protocolo de intenções com o MMA para estruturar programas de políticas ambientais e climáticas.
A secretária executiva adjunta do MMA, Anna Flávia Franco, alertou sobre a importância da união entre setores econômicos, financeiros e a sociedade para enfrentar o desafio das mudanças climáticas.