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Caixa se recusou a informar data de saída de Occhi e só oficializou mudança após contato da Folha

Saída de Gilberto Occhi ocorre em meio a controvérsias sobre conflito de interesses em sua atuação na Caixa. A renúncia se dá após questionamentos sobre sua ligação com a empresa que ele representava enquanto ocupava o cargo de conselheiro.

A Caixa Cartões Pré-Pagos, subsidiária do banco estatal, oficializou a saída do ex-ministro Gilberto Occhi do seu conselho de administração.

A saída ocorreu após a Folha investigar um possível conflito de interesses envolvendo Occhi, que atuava como conselheiro enquanto negociava a contratação da empresa Cactvs, onde é funcionário, para operar microcrédito rural.

A data oficial de saída foi registrada como 26 de fevereiro, enquanto a Folha fez o primeiro contato em 10 de fevereiro. Occhi foi contatado pessoalmente em 18 de fevereiro.

Em 25 de fevereiro, a reportagem foi informada sobre sua saída, mas sem uma data precisa. A Caixa não respondeu aos questionamentos adicionais sobre o assunto.

Occhi foi indicado ao conselho em dezembro de 2023, quando Carlos Antônio Vieira Fernandes assumiu a presidência do banco, em uma ação para conquistar apoio do Centrão. Ambos já trabalharam juntos em diversos ministérios.

Após o impeachment de Dilma Rousseff, Occhi foi escolhido como presidente da Caixa, novamente por articulação do PP. Em 2019, a associação entre Occhi e Fernandes foi desfeita com a posse de Jair Bolsonaro.

Atualmente, Occhi é assessor técnico da Cactvs, empresa credenciada pela Caixa para operar microcrédito rural desde dezembro de 2024.

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