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Caminhão apreendido em 2023 foi um dos estopins da megaoperação contra o PCC

Megaoperação Carbono Oculto investiga esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis. A ação do Ministério Público e da Polícia Federal mira a infiltração do PCC no setor e busca desarticular a organização criminosa.

Apreensão de caminhão com produto químico gera megaoperação

A megaoperação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de setembro, visando o crime organizado no setor de combustíveis e mercado financeiro.

A investigação começou com a abordagem de um caminhão que transportava metanol, produto químico altamente tóxico e inflamável. Durante a fiscalização, foram encontradas fraudes nos documentos de transporte.

A investigação levou à fintech BK Bank, suspeita de ser um banco paralelo do PCC (Primeiro Comando da Capital). O Ministério Público de São Paulo identificou coincidências com outros inquéritos em andamento.

Em 14 de maio de 2023, a PRF abordou o caminhão em Guarulhos, constatando que o metanol estava sendo desviado para adulterar combustíveis em postos de gasolina, ao invés de ser entregue às indústrias químicas.

A análise telefônica revelou que um carregamento destinado a uma usina em MT chegou a um posto em São Paulo. A norma da ANP permite apenas 0,5% de metanol no combustível; a investigação encontrou até 50% nos postos.

Estimativas da PF indicam um desvio de mais de 10 milhões de litros de metanol, resultando em um faturamento milionário pela adulteração. A BK Bank movimentou sozinho R$ 46 bilhões de 2020 a 2024.

A operação abrangeu 1.400 agentes, com mandados em oito estados, visando desarticular a infiltração do crime organizado na economia formal. A organização criminosa manipula toda a cadeia do combustível, incluindo transporte e refino.

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PF