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Campanha de Trump contra ESG atinge títulos verdes de países emergentes

Mudanças na política ambiental dos EUA estão dificultando a captação de recursos para projetos ecológicos em mercados emergentes. A queda acentuada nas vendas de títulos verdes evidencia a perda de impulso em investimento sustentável globalmente.

Queda nas vendas de títulos verdes nos EUA impacta mercados emergentes

A emissão de títulos verdes nos EUA caiu 33% em 2025, totalizando US$ 8 bilhões, o início de ano mais lento desde 2022. Isso acontece enquanto as emissões gerais de mercados emergentes aumentaram 18%, alcançando US$ 225 bilhões.

Essa mudança segue a saída dos EUA do Acordo de Paris e o recuo em iniciativas de investimento ambiental, lideradas pelo Partido Republicano. A decisão complicou os esforços das economias emergentes para obter financiamneto em projetos de transição energética.

Jeff Grills, da Aegon Asset Management, observou que o interesse em investimentos verdes diminuiu após a chegada do novo governo. O Wells Fargo, o primeiro grande banco a abandonar metas de financiamento com emissões inferiores, exemplifica a retração no mercado, que estava em alta anteriormente.

Atualmente, 80% dos títulos verdes emitidos vêm de emissores com grau de investimento, como a Arábia Saudita. Este país vendeu um título verde de 1,5 bilhão de euros para financiar um grande plano econômico, atraindo grande interesse dos investidores.

Em contraste, emissores sem grau de investimento, como Angola, expressaram decepção em obter greenium (prêmio por emissões verdes). Segundo a Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, o potencial de obter custos de empréstimos mais baixos tornou-se insatisfatório.

  • Demandas de investidores: Crescimento em fundos ESG na Europa, que atraíram US$ 3,5 bilhões em entradas, enquanto os EUA registraram US$ 3,1 bilhões em saídas.
  • Novas direções: Investidores sustentáveis estão incentivando o acesso de tomadores de empréstimos de mercados emergentes.

A situação indica uma mudança significativa nos fluxos de investimento globais, com a Europa e a China ganhando destaque em iniciativas sustentáveis.

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