Campos Neto diz não ver hoje capacidade do País ter juro muito abaixo do nível atual
Roberto Campos Neto afirma que o Brasil não deve esperar juros básicos muito baixos sem mudanças estruturais na política fiscal. Ele destaca a importância da credibilidade fiscal para a redução das taxas de juros a longo prazo.
Ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o Brasil não pode ter uma taxa básica de juros muito abaixo do patamar atual.
Durante o Seminário Brasil 2025, ele mencionou que a solução envolve um “choque fiscal positivo” e um “novo regime” com credibilidade.
Campos Neto explicou que credibilidade fiscal é fundamental para diminuir as taxas de juros longas, permitindo um processo de queda.
Ele destacou a dificuldade de cortar juros enquanto a taxa longa permanece alta, alertando que esforços para isso frequentemente resultam em juros mais altos no futuro.
O ex-presidente do BC observou casos passados (2015 e 2016) como exemplos de falhas em forçar cortes. Ele acredita que a queda de juros no curto prazo não mudará a trajetória da dívida.
Além disso, Campos Neto pediu um governo com máquina e carga tributária menores, trabalhando em conjunto com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal para evitar judicializações.