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Campos Neto diz ter sido contra pedidos para união monetária entre Brasil e Argentina

Roberto Campos Neto revela que foi solicitado a criar um plano de união monetária com a Argentina durante os governos Bolsonaro e Lula. O ex-presidente do BC defendeu que a proposta poderia causar inflação e destacou a falta de convergência fiscal entre os países.

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, revelou que recebeu pedidos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva para criar um plano de união monetária entre Brasil e Argentina.

Em um evento em Brasília, Campos Neto comentou sobre a proposta de união monetária, afirmando que argumentou contra ambas as solicitações.

Inicialmente, o pedido veio durante o governo Bolsonaro, em meio a eleições na Argentina, quando um ministro sugeriu ajudar a Argentina com um plano monetário. Campos Neto explicou que não poderia apoiar isso devido ao risco de inflação e à falta de convergência fiscal entre os países.

Após algum tempo, já no governo Lula, o ministro Fernando Haddad fez uma nova abordagem sobre a união monetária. Campos Neto lembrou do pedido anterior e reiterou sua posição.

Em 2023, Lula e o presidente argentino Alberto Fernández assinaram uma carta para discutir uma moeda sul-americana comum para transações financeiras, mas o plano não avançou.

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