Carga tributária bruta do governo geral atingiu 32,32% do PIB em 2024
Aumento na carga tributária em 2024 reflete altos nos impostos federais e estaduais. Revisão metodológica impacta os dados históricos, mas não afeta a comparação anual.
Carga tributária bruta do governo geral alcançou 32,32% do PIB em 2024, alta de 2,06 p.p. em relação a 2023. O número é divulgado pelo Tesouro Nacional.
A carga tributária representa a razão entre tributos arrecadados pela União, Estados e municípios e o PIB. A distribuição é de 21,4% para o governo central, 8,5% para Estados e 2,4% para municípios. Esses valores eram 19,9%, 8,1% e 2,3%, respectivamente, em 2023.
Entre as arrecadações, destacam-se:
- Impostos sobre bens e serviços: aumento de 0,81 p.p. do PIB, devido ao Cofins e crescimento da venda de bens.
- Imposto sobre Produto Industrializado (IPI): aumento vinculado à importação.
- Impostos sobre renda e lucros: alta de 0,50 p.p., especialmente nos fundos de investimento.
No âmbito estadual, o ICMS cresceu 0,46 p.p. do PIB, influenciado pela reoneração dos combustíveis. A carga de outros impostos estaduais manteve-se estável.
Nos municípios, o ISS aumentou 0,09 p.p., impulsionado pelo crescimento de 3,1% nas vendas de serviços.
O Tesouro Nacional revisou a metodologia de cálculo da carga tributária, excluindo receitas do FGTS e do Sistema S. Essa mudança não afetou a variação entre 2023 e 2024, mas impactou os níveis históricos, com a carga de 2023 ajustada para 30,3% do PIB, uma queda de 1,9 p.p. em relação à metodologia anterior.
O Boletim de Estimativa é elaborado pelo Tesouro Nacional. A Receita Federal publicará os dados oficiais no segundo semestre.