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Carga tributária chega a 32,3% do PIB, maior patamar em 15 anos

Carga tributária no Brasil atinge maior nível em 15 anos, gerando críticas e preocupações. Aumento é impulsionado por tributos federais e regionalização da arrecadação, sem que a reforma tributária tenha entrado em vigor.

Carga tributária no Brasil atinge 32,3% do PIB em 2024, o maior patamar em 15 anos.

Dados do Tesouro Nacional mostram que a carga tributária cresceu 2,06 pp em relação a 2023, com aumento de 1,5 pp na esfera federal e o restante de impostos regionais.

A administração do presidente Lula enfrenta críticas por sua ânsia arrecadatória, com a alegação de que a capacidade contributiva do país chegou ao limite.

Durante a tramitação da reforma tributária, buscou-se manter a carga tributária abaixo de 27,5% do PIB. As mudanças ainda não foram implementadas.

A taxação dos fundos exclusivos e recursos em paraísos fiscais aumentou a arrecadação do governo em 0,5 pp em 2023, enquanto a reoneração de tributos sobre combustíveis contribuiu com 0,81 pp na arrecadação de bens e serviços.

A União representou 21,43% do PIB em carga tributária, um recorde significativo.

O relatório do Tesouro aponta que uma parte das receitas é destinada a estados e municípios, com aumento nas transferências nos últimos anos.

  • Nos estados: aumento do ICMS sobre combustíveis e venda de bens.
  • Nos municípios: maior arrecadação com o ISS, devido à expansão do setor de serviços.
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