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Carros elétricos viabilizam reciclagem de baterias

Tecnologia de reciclagem de baterias de lítio avança no Brasil, com empresas já implementando logística reversa. A expectativa é que em 15 anos todo o processo de reciclagem possa ser realizado no país, reduzindo custos e aumentando a sustentabilidade.

Sistemas de armazenamento de energia e baterias de lítio de veículos elétricos podem ser 100% recicladas, com tecnologia já disseminada pelo mundo e iniciando sua aplicação no Brasil. Em 2024, foram 177 mil veículos eletrificados vendidos no país, mas ainda não há um volume significativo de material reciclável.

A vida útil das baterias é entre 8 a 15 anos. Antes do descarte, são testadas e apenas as células danificadas são recicladas. Os componentes, como plástico, alumínio, e metais como lítio, cobalto e níquel, são separados e triturados.

Marcelo Cariolli, da Re-Teck, comenta que esses metais formam a massa negra, um pó metálico negociado como commodity internacionalmente. Esse mercado de reciclagem é promissor, avaliado em US$ 14,4 bilhões em 2024, podendo alcançar US$ 51,7 bilhões até 2032, impulsionado pelo crescimento da frota de elétricos.

No Brasil, a separação desses componentes ainda ocorre nos EUA, mas a expectativa é que, em até 15 anos, esse processo seja realizado localmente, reduzindo custos. A BYD, líder em 2024 com 76,8 mil unidades emplacadas, aposta na reciclagem de suas baterias Blade, com durabilidade de até 30 anos.

Baterias de carros de passeio ainda não atingiram o estágio de segunda vida, ao contrário dos ônibus elétricos. A BYD realiza a triagem em sua fábrica em Campinas (SP). Baterias em boas condições são reaproveitadas em sistemas de energia solar e telecomunicações, enquanto as não reutilizáveis seguem para reciclagem.

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