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Cautela pré-tarifas dos EUA norteia Ibovespa, que cai para nível dos 130 mil pontos

Investidores aguardam com cautela anúncio de tarifas dos EUA, impactando o desempenho do Ibovespa. O cenário de incertezas é intensificado por movimentos internacionais e a oscilação nas ações brasileiras.

Ibovespa opera em baixa nesta quarta-feira, 2, enquanto investidores aguardam o anúncio das tarifas recíprocas dos EUA, previsto para às 17h (Brasília).

Os mercados internacionais estão cautelosos, com ações e rendimentos dos Treasuries em queda, enquanto o índice do medo avança. Jefferson Laatus, do Grupo Laatus, destaca: “A guerra começou” após a China proibir investimentos em território americano.

Após entrada de R$ 3,118 bilhões na B3 em março, o total até agora é de R$ 10,642 bilhões, a melhor marca em três anos. Carlos Lopes, do banco BV, comenta que o diferencial de juros entre Brasil e EUA tem sido favorável para o país.

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve aumentar a Selic, atualmente em 14,25% ao ano, enquanto a expectativa é de corte nos juros nos EUA.

No Brasil, a produção industrial caiu 0,1% em fevereiro, contrariando a previsão de alta. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participará de um evento hoje, junto ao presidente Lula e ao ministro Haddad.

Nos EUA, a pesquisa ADP mostrou geração de 155 mil empregos no setor privado, acima da previsão de 123 mil, antes do relatório oficial que sai na sexta-feira.

Os mercados aguardam as tarifas de Trump, com três opções sendo consideradas: tarifa universal de 20%, tarifas por país ou tarifa reduzida para um grupo específico. A LCA 4Intelligence destaca a incerteza sobre a reciprocidade.

No Brasil, o governo está apreensivo com o possível tarifão dos EUA e o Senado aprovou o PL da Reciprocidade, que agora vai para a Câmara.

Após fechar com alta de 0,68% ontem, o Ibovespa caía 0,41% às 11h22, enquanto o petróleo operava instável e ações da Petrobras e Vale recuavam. A CSN ON teve uma das maiores quedas do setor, com -4,22%.

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