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Cavalo sofreu maus-tratos antes mesmo da mutilação, diz entidade

Entidade ambiental pede investigação rigorosa sobre o caso de maus-tratos a cavalo em Bananal. Autoridades monitoram a situação enquanto laudos veterinários aguardam avaliação para esclarecer o estado do animal durante o incidente.

Entidade ambiental protocolou ação no Ministério Público de São Paulo exigindo medidas preventivas relacionadas a um caso de maus-tratos a um cavalo mutilado em Bananal. A entidade solicita que o suspeito responda civil e criminalmente pelos atos. Sua defesa não foi encontrada.

Marcelo Marcondes, diretor jurídico da Anamma, destacou que o investigado, ao alegar estar sob efeito de álcool, representa um risco à sociedade. Ele aguarda laudos veterinários para verificar se o cavalo estava vivo ou morto durante a mutilação.

Marcondes enfatiza que, mesmo se o animal estivesse morto, o sofrimento ao longo do percurso de quase 15 quilômetros já caracteriza maus-tratos. Caso o cavalo estivesse vivo, a situação seria ainda mais grave.

O inquérito policial, conduzido pela Polícia Civil, está em andamento e deve ser finalizado em breve. Na última segunda-feira (18), o investigado e uma testemunha prestaram depoimento na delegacia e foram liberados.

O caso ganhou notoriedade após um vídeo viralizá na internet, onde o suspeito, após acreditar que o cavalo havia morrido, cortou suas patas com um facão. A médica veterinária que avaliou o animal não conseguiu chegar a conclusões e uma nova perícia é necessária.

O crime de maus-tratos a animais é punido pela Lei nº 9.605/1998, com penas que variam de três meses a um ano de detenção, além de multa. No caso de morte do animal, a pena pode ser ampliada, podendo chegar a um ano e quatro meses.

Com informações do Estadão Conteúdo

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