CDB a 140% do CDI vai acabar? Bancos querem mais aperto nas regras do FGC após caso Master
Bancos buscam fortalecer regulamentos do Fundo Garantidor de Créditos após explosão de captações arriscadas. Medidas visam mitigar riscos associados a instituições que atraem investidores com promessas de alto retorno e segurança do FGC.
Bancos de grande e médio portes estão pressionando por restrições adicionais ao uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O governo já havia anunciado um aperto há uma semana.
O uso do FGC para atrair pequenos investidores cresceu, resultando em uma alavancagem exacerbada em instituições financeiras.
As novas medidas, chamadas de "regra anti-Master", surgiram após o escândalo do Banco Master, que investiu em ativos de baixa liquidez.
O FGC funciona como um seguro para clientes de bancos em caso de quebra, sustentado por contribuições das instituições financeiras.
O caso do Master revelou que captações excessivas trazem riscos tanto no lado do passivo quanto do ativo.
O Banco Central (BC) pode exigir contribuições extras ao FGC baseadas nos ativos mantidos pelos bancos: quanto mais arriscados, maior o custo.
A Febraban observou que a exposição de instituições financeiras menores ao FGC cresceu significativamente de 2018 a 2024.
Para mitigar riscos, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou novas restrições em bancos que captam excessivamente via FGC, incluindo:
- Investir em títulos públicos se excederem 10 vezes o patrimônio em captações garantidas;
- Aumentar contribuições ao FGC para instituições dependentes dessas captações.
Essas medidas foram bem recebidas, mas a Febraban pede que o início, em junho de 2026, seja antecipado para janeiro.
Em estimativas, até 25 instituições poderiam ser afetadas pelas contribuições adicionais.
O BC analisa a oferta de compra do Master pelo BRB e afirma que o cronograma atual permite um movimento gradual.
A expectativa de novas regras após o caso Master pegou o mercado de surpresa.