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CDB: o que considerar para que o investimento não se torne um problema

Investidores devem estar cientes dos riscos associados ao CDB, incluindo a liquidez e o crédito, que podem impactar suas estratégias de investimento. Com a captação em alta, é crucial diversificar e entender as diferentes modalidades dos títulos para minimizar perdas.

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos populares no Brasil, sendo a segunda opção para investimentos pessoais em 2024, atrás apenas da poupança.

A rentabilidade atrativa é um dos fatores que impulsiona sua popularidade, mas Carlos Castro, coordenador da comissão de embaixadores da Planejar, alerta para os riscos envolvidos.

Embora classificado como renda fixa, o CDB apresenta riscos como:

  • Risco de liquidez: facilidade de resgate versus retorno. Quanto menor a liquidez, maior o potencial retorno.
  • Risco de crédito: Relacionado à saúde financeira do banco emissor. Bancos maiores podem oferecer retornos mais altos, mas com maior risco de default.

Para mitigar o risco de crédito, Castro recomenda que investidores limitam seus valores alocados, respeitando o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, que é de até R$ 250 mil por CPF, podendo chegar a R$ 1 milhão em diferentes instituições.

Além disso, é essencial analisar o Índice de Basileia, que mede a solvência do banco, e diversificar a carteira mesmo em renda fixa, buscando diferentes prazos de vencimento.

Em 2024, os brasileiros investiram R$ 1 trilhão em CDBs, representando uma parte significativa de um total de R$ 7,3 trilhões investidos.

Os CDBs podem ser:

  • Pós-fixados: Vários acompanham o CDI.
  • Prefixados: Oferecem uma taxa fixa ao investidor.
  • Atrelados ao IPCA: Rendem juros reais mais a inflação.

Exemplo: Um CDB pré-fixado a 13% pode se tornar menos vantajoso se a Selic ultrapassar 15%.

Em resumo, é crucial considerar liquidez, risco de crédito, e os tipos de CDB na hora de investir.

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