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Cemig vende ativos para investir, não para facilitar privatização, diz presidente da empresa

Venda de ativos da Cemig gera polêmica sobre a possível privatização da empresa. Reynaldo Passanezi defende que as negociações visam aumentar investimentos em Minas Gerais, enquanto a oposição critica a estratégia como um caminho para a privatização.

A Cemig iniciou, há cinco anos, um plano de venda de ativos sob a gestão de Reynaldo Passanezi, visando simplificar seu portfólio. Essa estratégia gerou críticas de políticos em Minas Gerais, que questionam a possível privatização da empresa durante o governo de Romeu Zema.

A oposição classifica a venda de ações da Aliança Energia para a Vale como uma "privatização branca", alegando que a empresa estaria evitando uma venda total. Passanezi defende que as vendas têm como objetivo aumentar investimentos em Minas Gerais, tendo arrecadado pelo menos R$ 4 bilhões nos últimos anos com a venda de diversas participações.

Em 2022, a Cemig recebeu R$ 52 milhões pela venda de quatro hidrelétricas, e as negociações serão tema de audiência pública na Assembleia. Passanezi ressalta que os ativos vendidos permitiram aumentar os investimentos da Cemig em seis vezes em relação a 2018.

A empresa está investindo no setor de geração distribuída (GD), que tem crescido rapidamente, mesmo diante das críticas de distribuidoras e geradores. A Cemig possui 4,5 GW de GD instalada e analisou mais de 500 mil pareceres de acesso nos últimos cinco anos.

Passanezi enfatizou a necessidade de discutir o impacto sistêmico da GD e a complexidade do setor elétrico. No entanto, ele não vê a necessidade de restringir a expansão da GD, defendendo uma análise holística dos impactos.

O governador Zema pediu melhorias na qualidade dos serviços e investimentos, e Passanezi não confirma que o enxugamento da Cemig seja para uma possível venda, afirmando que os desinvestimentos foram para aumentar investimentos no estado. A Cemig investiu R$ 5,5 bilhões em 2022 e planeja R$ 6,5 bilhões para este ano.

Sobre a situação da Taesa, Passanezi confirmou a continuidade do plano de desinvestimento, mas espera encontrar interessados na compra. Em relação a uma potencial federalização ou privatização da Cemig, ele ressaltou que isso depende do apoio do Poder Executivo e Legislativo.

Em resumo, o foco da Cemig é **crescimento e desenvolvimento** em Minas Gerais, utilizando a venda de ativos como ferramenta para financiar seus investimentos.

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