Centrão perde o ‘medo’ de Bolsonaro e articula emparedar a família para dar as cartas em 2026
Centrão se movimenta para fortalecer a candidatura de Tarcísio de Freitas ao Planalto, desconsiderando a família Bolsonaro. A estratégia surge em meio à queda da popularidade dos Bolsonaros e à expectativa de condenação de Jair pelo STF.
Centrão perde medo de Bolsonaro e articula emparedar a família do ex-presidente para influenciar as eleições de 2026.
Após constatar que a imagem dos Bolsonaros foi prejudicada pela ofensiva de Donald Trump contra o Brasil, o Centrão vê oportunidade de liderar as discussões sobre quem será o presidenciável da centro-direita.
Outros fatores que colaboraram para este cenário incluem:
- Bate-boca entre Jair e Eduardo, revelado pela Polícia Federal.
- Ausência de Bolsonaro em eventos políticos devido à prisão domiciliar.
- Expectativa de condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro.
O Centrão sempre apoiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas agora está se movimentando, como demonstrado em um jantar com figuras proeminentes de partidos da centro-direita, sem a presença da família Bolsonaro.
O pacto entre os partidos é apoiar Tarcísio como candidato à presidência, com Ciro Nogueira (PP) como vice, embora outros nomes, como Tereza Cristina (PP-MS), também estejam cogitados.
Parlamentares afirmam que a única chance de Bolsonaro amenizar sua pena no STF é se Tarcísio for eleito. Eles acreditam que o ex-presidente não poderá impedir a candidatura do governador.
Embora o Centrão precise dos votos bolsonaristas, o sobrenome Bolsonaro se tornou “tóxico” e isso fortalece as articulações do Centrão para 2026.
Para ter sucesso, a direita precisará se desvincular do tarifaço de Trump. Pesquisa Genial/Quaest indica que Lula ampliou sua vantagem em um eventual segundo turno contra qualquer adversário.