CEO da Petrobras quer aumentar a produção mesmo com o excesso de petróleo no mundo
A Petrobras intensificará a produção de petróleo para se beneficiar dos preços acima de US$ 45 por barril, enquanto planeja um crescimento acelerado até 2026. Apesar das incertezas no mercado global e das previsões de queda no preço do petróleo, a empresa prioriza sua expansão e investimentos em novos poços.
A Petrobras (PETR3, PETR4) adota uma abordagem simples para o excesso global de petróleo: bombear mais petróleo bruto.
A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que até projetos menos lucrativos geram lucro com o petróleo acima de US$ 45 por barril e que a empresa manterá um ritmo acelerado de crescimento até 2026.
No segundo trimestre, a produção alcançou 2,3 milhões de barris por dia, um aumento de 7,6% em relação ao ano anterior. Chambriard enfatizou que aumento da produção impacta positivamente o fluxo de caixa.
Embora o preço do petróleo tenha caído cerca de 9% neste ano, a Petrobras continuará com seus planos de expansão, mesmo em meio às flutuações de mercado.
- A empresa planeja inspecionar navios de produção durante a viagem ao Brasil para agilizar operações.
- Duas novas plataformas estão a caminho para elevar a produção do campo de Búzios para mais de um milhão de barris por dia até o início de 2026.
Chambriard prevê que os preços do petróleo podem permanecer estáveis ou cair um pouco até 2026. Os investimentos em exploração deverão diminuir no próximo plano de gastos, que terá US$ 3 bilhões alocados para perfurar 15 poços até 2029.
Ela considera a nova região de exploração como “decisiva” para o futuro da Petrobras, com recentíssimas permissões para abordagem de medidas de emergência.
A empresa está em conversações para retornar ao mercado de etanol e formar joint ventures como proteção contra a demanda de gasolina em queda. O retorno ao varejo de gasolina e diesel deve aguardar até 2029.
Apesar de uma descoberta recente da BP em Bumerangue, Chambriard acredita que não será tão significativa quanto os megacampos como Búzios ou Tupi.
Chambriard afirmou que se Bumerangue se mostrar viável, poderá impulsionar novas explorações na região do pré-sal, que enfrenta previsão de declínio de produção no final da década.