HOME FEEDBACK

CEO da Votorantim diz que a barra ‘está mais alta’ para realizar novos investimentos

Votorantim adota postura cautelosa em novos investimentos devido ao aumento das taxas de juros e incertezas econômicas globais. A empresa planeja elevar em 30% seus investimentos para 2025, focando em projetos já existentes e mantendo forte presença no mercado imobiliário dos EUA.

A Votorantim, conglomerado brasileiro, está restrigindo critérios para novos investimentos devido ao aumento dos juros e mudanças econômicas globais sob Donald Trump.

Executivos afirmam que a holding adotará uma abordagem mais cautelosa em projetos fora do pipeline existente. O CEO, João Schmidt, destaca que "a barra de retorno está mais alta" devido à taxa de juros básica do Brasil, que agora é de 14,25% ao ano.

Com operações em 19 países, o portfólio da Votorantim inclui um dos principais produtores de alumínio e a quinta maior mineradora de zinco do mundo. A siderúrgica Acerbrag SA se concentrará no mercado interno argentino.

  • A Cia Brasileira de Alumínio (CBA) poderá reduzir produção e ajustar vendas.
  • 90% das vendas da CBA são para o mercado doméstico.
  • Empresa monitora de perto políticas econômicas de Trump.

Em 2024, a Votorantim registrou R$ 51,8 bilhões em receita líquida, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro anual caiu em 55% devido ao dólar forte e ao litígio com o Cade.

Apesar de critérios mais rigorosos, a Votorantim aumentará o investimento em 30% em 2025, totalizando R$ 20 bilhões, abrangendo cimento, negócios imobiliários e energia renovável.

Com R$ 6,7 bilhões em caixa, a empresa tem nível de endividamento de 1,29 vezes o EBITDA. A Votorantim continua buscando oportunidades no setor imobiliário dos EUA, planejando investir mais de R$ 1 bilhão em iniciativas de Chicago a Nova York.

O CFO define os fatores de longo prazo para o setor imobiliário como intactos, devido à demanda por aluguéis e escassez de moradias nos EUA.

Leia mais em bloomberg