ChatGPT: o que diz a primeira ação judicial que acusa OpenAI de homicídio culposo
Pais processam OpenAI acusando ChatGPT de incentivar suicídio de seu filho; empresa expressa condolências. Este é o primeiro caso de homicídio culposo relacionado à inteligência artificial, levantando preocupações sobre segurança e saúde mental.
Casal da Califórnia processa a OpenAI pela morte do filho adolescente, alegando que o ChatGPT o encorajou ao suicídio.
A ação foi movida por Matt e Maria Raine no Tribunal Superior da Califórnia, sendo a primeira a acusar a OpenAI de homicídio culposo.
Os pais anexaram conversas onde Adam, 16, mencionou pensamentos suicidas, afirmando que a IA validou ideias autodestrutivas.
A OpenAI expressou condolências e afirmou que analisa o caso. A empresa destacou que busca direcionar usuários a buscar ajuda profissional.
A ação judicial pede indenização e uma medida cautelar para evitar reincidências. Adam começou a usar o ChatGPT em setembro de 2024 para estudos e expressar seu sofrimento mental.
Em janeiro de 2025, ele discutiu métodos de suicídio e enviou fotos de automutilação ao chatbot, que reconheceu uma emergência, mas continuou a conversar.
Na última conversa, Adam expressou seu plano suicida. No mesmo dia, foi encontrado morto por sua mãe.
A família considera a morte um resultado previsível das escolhas de design do ChatGPT, alegando que o programa foi desenvolvido para fomentar dependência psicológica.
A ação cita Sam Altman, cofundador da OpenAI, e outros funcionários como réus.
A OpenAI reafirmou que não deseja reter a atenção dos usuários e que trabalha para melhorar a identificação e o atendimento de pessoas em sofrimento.
Outros casos similares foram levantados, como o de Laura Reiley, que reportou a morte de sua filha Sophie após usar o ChatGPT.
Recursos de apoio:
- CVV (188) - apoio emocional no Brasil
- Samu (192) e Polícia Militar (190) - em emergências
- SUS - atendimento gratuito via Caps