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Chega de fraudes, diz chanceler da Itália sobre novas regras de cidadania

Mudanças nas regras de cidadania visam coibir fraudes e restringir o direito apenas a descendentes diretos de cidadãos italianos. As novas normas afetarão especialmente brasileiros e argentinos com ascendência italiana, limitando a transmissão da cidadania a apenas duas gerações.

Vice-premiê da Itália, Antonio Tajani, anuncia mudanças nas regras de cidadania. O objetivo é evitar fraudes, destacando que o governo não deseja "vender a cidadania".

Novas regras: Apenas filhos ou netos de cidadãos nascidos na Itália poderão ser reconhecidos como cidadãos. Essa alteração foi anunciada em 28 de outubro e se aplica a novos pedidos.

A mudança não afeta aqueles que já possuem o passaporte italiano. No entanto, há incerteza sobre sua aplicação em casos de cidadãos que nasceram fora da Itália.

Impacto: A medida beneficia principalmente descendentes no Brasil e Argentina, onde há uma grande população de ítalo-descendentes.

  • 1,4 milhão de italianos emigraram para o Brasil entre 1870 e 1920.
  • Estimativa: 30 milhões de descendentes no Brasil.
  • Em 2023, 61,3 mil cidadanias foram reconhecidas, com 42 mil sendo para brasileiros.

Os interessados estão buscando a cidadania para facilitar a circulação pela União Europeia e acessar os EUA sem visto, segundo Tajani.

Próximos passos: O decreto precisa ser convertido em lei em até 60 dias no Parlamento, que tem maioria governamental.

Além do direito de sangue, também é possível obter cidadania italiana por tempo de residência, com adultos fora da UE podendo solicitar após 10 anos.

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