‘Cheiro de morte’ toma cidade de Mianmar após terremoto matar mais de 1,6 mil pessoas
Esforços de resgate em Mianmar enfrentam grandes desafios após terremoto devastador. Com mais de 3.400 pessoas desaparecidas, equipes locais trabalham sob condições adversas para encontrar sobreviventes.
Terremoto em Mianmar no dia 28 de outubro, magnitude 7,7, causou mais de 1.600 mortes e deixou 3.408 desaparecidos. Epicentro próximo a Mandalay, derrubou prédios e danificou infraestruturas, dificultando resgates.
Moradores locais trabalham manualmente para remover escombros sob calor extremo de 41°C. Uma réplica de magnitude 5,1 no domingo gerou pânico, mas os esforços de resgate continuam.
Mais de 1,5 milhão de pessoas em Mandalay estão sem abrigo. A ajuda humanitária é insuficiente, com hospitais sobrecarregados e escassez de suprimentos médicos. Cara Bragg, da Catholic Relief Services, informou que a maioria dos resgates é feita por voluntários.
Aeroportos danificados resultaram na suspensão de voos. Equipes internacionais, incluindo da Índia, China e Malásia, estão enviando ajuda, mas a janela para encontrar sobreviventes está se fechando rapidamente.
- A ONU reportou severa destruição em instalações de saúde e falta de suprimentos médicos.
- A Tailândia registrou pelo menos 17 mortes e 83 desaparecidos em um prédio em construção.
- Conflito civil em Mianmar complica os resgates, enquanto três milhões de pessoas estão deslocadas devido à guerra.
Tom Andrews, da ONU, pediu um cessar-fogo para facilitar a chegada da ajuda humanitária. "Cada minuto conta", afirmou.