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China anuncia novas manobras militares no Estreito de Taiwan

Exércitos de China e Taiwan intensificam mobilização militar em meio a tensões crescentes. EUA alertam que manobras chinesas podem comprometer a segurança regional e global.

Exército chinês anunciou novos exercícios militares nas águas próximas a Taiwan nesta quarta-feira (2), após o envio de dezenas de aviões e navios de guerra para a região.

As manobras visam "testar a capacidade das tropas" em bloqueios e ataques de precisão, segundo o porta-voz Shi Yi.

A mobilização ocorre após o presidente Lai Ching-te chamar a China de "força estrangeira hostil". O Ministério da Defesa taiwanês confirmou os exercícios.

O Departamento de Estado dos EUA ressaltou que as manobras aumentam a tensão e arriscam a segurança regional.

Os exercícios ocorrem nas partes central e sul do Estreito de Taiwan, uma rota vital para o comércio mundial. A China cercou Taiwan com suas forças, que também mobilizou suas tropas.

Os militares chineses qualificaram os exercícios como uma "advertência firme" aos separatistas de Taiwan, sob um governo que defende a soberania da ilha.

O governo de Taiwan respondeu mobilizando aviões, navios de guerra e ativando seu sistema de mísseis de defesa.

A tensão aumentou com a posse do presidente taiwanês em maio de 2024, que adota uma postura mais firme em relação à China.

A porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan, Zhu Fenglian, alertou que buscar a independência é "empurrar o povo taiwanês para uma situação perigosa de guerra".

O primeiro-ministro Cho Jung-tai condenou "a escalada no comportamento da China".

O professor Lin Ying-yu afirmou que a China quer "testar a linha vermelha dos Estados Unidos".

A disputa entre Pequim e Taipé remonta a 1949, após a guerra civil na China.

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