China diz que responderá tarifas dos EUA junto a Japão e Coreia do Sul
China, Japão e Coreia do Sul negam acordo para responder conjuntamente às tarifas dos EUA. Reunião visa fortalecer a cooperação econômica na Ásia após aumento de tarifas imposto por Donald Trump.
China, Japão e Coreia do Sul planejam uma resposta conjunta às tarifas impostas pelos EUA, conforme noticiado por um perfil da mídia estatal chinesa em 31 de março de 2025.
Enquanto Seul considerou a afirmação "exagerada", Tóquio negou qualquer acordo. A declaração surgiu após uma reunião econômica entre os três países, realizada em 30 de março, com o objetivo de facilitar a circulação de mercadorias na Ásia, diante da nova política tarifária dos EUA.
O encontro discutiu o fortalecimento da cadeia de suprimentos e interesses mútuos: Japão e Coreia do Sul desejam comprar materiais brutos chineses, enquanto a China busca importar chips eletrônicos de Tóquio e Seul.
Um porta-voz sul-coreano afirmou que a sugestão de resposta conjunta era "exagerada". O Japão confirmou a reunião, mas negou discussões sobre uma colaboração nas tarifas, afirmando que o foco foi a troca de percepções sobre o mercado econômico.
Após a reunião, um comunicado ressaltou a intenção de acelerar um "acordo regional e global". As tarifas dos EUA à China começaram em 3 de março, com impostos de 20%, o dobro do previamente anunciado. Trump justificou o aumento como resposta ao fluxo de fentanil para os EUA.
Em retaliação, a China impôs tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas norte-americanos. A lista inclui algodão, milho e frango, entre outros.
O Ministério de Relações Exteriores da China declarou que não permitirá ser assediada, alertando que pressionar o país seria um "grave erro de cálculo".
Trump também mencionou que as tarifas poderiam ser reduzidas para acelerar a venda do TikTok, que deve ser vendida até 5 de abril para evitar banimento nos EUA, devido a preocupações com a coleta de dados.