China pede que os EUA suspendam tarifas e promete retaliação
China exige cancelamento imediato das tarifas dos EUA e promete retaliações, destacando a insustentabilidade do ajuste comercial unilateral. Economias mundiais enfrentam riscos de instabilidade nas cadeias de suprimentos devido à iminente guerra comercial.
A China solicitou nesta quinta-feira (3) que os Estados Unidos cancelem imediatamente as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump e prometeu retaliações para proteger seus interesses.
O Ministério do Comércio chinês afirmou que a medida dos EUA desconsidera o “equilíbrio de interesses” das negociações comerciais e que a China se opõe firmemente, ameaçando contramedidas.
Trump anunciou uma tarifa de 34% sobre bens chineses, além dos 20% já impostos, totalizando 54%%. Ele também fechou uma brecha comercial que permitia a entrada de pacotes de baixo valor isentos de impostos.
A especialista Ruby Osman comentou que as tarifas causarão "as maiores dores de cabeça", enquanto muitas empresas procuram redirecionar o comércio para países como Vietnã e México.
William Hurst, da Universidade de Cambridge, observou que, apesar das tarifas, as exportações dos EUA têm importância decrescente para a China, incentivando mais comércio com outros mercados.
Entretanto, a mudança pode resultar em guerras de preços entre exportadores e riscos deflacionários na economia chinesa.
A China manteve sua meta econômica inalterada em "cerca de 5%", prometendo estímulos fiscais e maior flexibilidade monetária para mitigar os impactos da guerra comercial.
Xi Jinping também pode entrar na disputa, com a possibilidade de um encontro com Trump em junho. Craig Singleton destacou o paradoxo de pressão e orgulho entre os dois líderes, definindo estratégias contrastantes de pressão máxima e engajamento diplomático.