China realiza exercícios militares ao redor de Taiwan pelo segundo dia consecutivo
Novas manobras do Exército chinês na região de Taiwan intensificam tensões entre Pequim e Taipei. A mobilização ocorre após declarações de apoio dos EUA a Taiwan e em meio a um contexto histórico de rivalidade entre as duas potências.
Exército chinês realiza novos exercícios militares próximos a Taiwan em 2 de novembro, um dia após enviar aviões e navios de guerra para a região.
O porta-voz do Comando do Teatro Oriental, Shi Yi, afirma que as manobras visam “testar a capacidade das tropas” em bloqueios e ataques de precisão. A mobilização segue declarações do presidente taiwanês, Lai Ching-te, que chamou a China de “força estrangeira hostil”. O Ministério da Defesa taiwanês confirmou os exercícios.
Após o exercício, o Departamento de Estado americano enfatizou que as manobras aumentam a tensão e comprometem a segurança regional. Os exercícios ocorrem em áreas vitais para o comércio mundial.
A China enviou suas forças para cercar Taiwan, que também mobilizou seus militares. Essa é uma continuação das atividades militares intensas no Estreito de Taiwan desde que Lai assumiu o cargo em maio.
As tensões aumentaram devido à política de defesa de Lai e suas viagens a Guam e Havaí em busca de apoio dos EUA, em meio a um cenário de disputa entre Washington e Pequim.
Historicamente, a disputa entre China e Taiwan remonta à guerra civil chinesa (1927-1949), resultando na separação entre a República Popular da China e a República da China em Taiwan.
O presidente Xi Jinping vê a unificação de Taiwan como uma "missão histórica". A China declara intenção de anexar a ilha pacificamente, mas não descarta o uso da força.
Ariando-se sobre as implicações de um possível conflito, tanto a economia como a interdependência entre a China e Taiwan são destacados, com Taiwan exportando 35% de seus produtos para o continente.
A China se prepara para invasões com exercícios em larga escala, enquanto o Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan busca distanciar-se de Pequim, com Lai reafirmando a resistência à anexação.
A política de "ambiguidade estratégica" dos EUA desde 1979 evita compromissos automáticos em caso de conflito, embora o apoio militar continue a ser fornecido a Taiwan.
A futura política de defesa americana pode mudar com o retorno de Donald Trump, que já sugeriu não ter obrigações de proteger Taiwan, mas os laços defensivos continuam a ser estratificados.
Desde 1950, os EUA venderam quase US$ 50 bilhões em equipamentos de defesa a Taiwan, demonstrando um aumento recente na colaboração militar.