China reconhece 56 grupos étnicos oficiais em seu território
Diversidade étnica na China é marcada pela predominância da etnia Han, que representa mais de 91% da população. Apesar de sua minoria, grupos étnicos têm garantias constitucionais de autonomia e direitos, mas enfrentam denúncias de violações e repressão.
A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos, com a etnia Han representando 91,1% da população, cerca de 1,3 bilhão de pessoas, enquanto as outras 55 somam 8,9%.
As comunidades étnicas minoritárias na China, totalizando aproximadamente 125,5 milhões de pessoas, têm uma população superior à da Alemanha (83,3 milhões) e à da França (68,3 milhões).
A etnia Han é majoritária em todas as 20 províncias. O governo chinês estabeleceu “áreas autônomas étnicas” para garantir autonomia administrativa a esses grupos.
- Existem 3 categorias de áreas autônomas.
- 5 regiões autônomas têm status semelhante ao de uma província e subordinadas ao governo central.
O governador de uma região autônoma deve ser do grupo étnico minoritário correspondente, como em Xinjiang, onde o governador deve ser uigur.
A constituição chinesa garante o direito de usar línguas próprias em processos judiciais, mas proíbe movimentos políticos de separação. Tais tentativas são consideradas um “crime grave” e podem resultar em pena de morte.
Na Assembleia Popular Nacional (APN), os grupos étnicos devem estar representados. Em 2023, dos 2.977 deputados eleitos, 2.535 eram da etnia Han, com o Hui sendo o segundo grupo mais representado com 65 deputados.
Os deputados da etnia Han ocupam 85% dos assentos da APN, garantindo maioria absoluta nas discussões políticas.
No passado, duas minorias governaram a China: a dinastia Yuan (mongol) e a dinastia Qing (manchu).
O país enfrenta denúncias de violação dos direitos humanos contra minorias. O movimento “Free Tibet” pede a libertação do Tibete, dominado pela China desde os anos 50, quando o Dalai Lama fugiu para a Índia.
Ativistas relatam que a China destruiu templos budistas no Tibete e reprimiu violentamente protestos por autonomia.
Em 2022, a ONU expressou “preocupações” sobre violação de direitos humanos contra a etnia uigur em Xinjiang, com relatos de desaparecimentos. O governo chinês refutou o relatório, alegando que é baseado em desinformação.