HOME FEEDBACK

China revisará acordo da BlackRock para comprar portos do canal do Panamá

Reguladores chineses avaliam possíveis restrições à venda de portos no Panamá, em meio a tensões geopolíticas. A revisão pode atrasar um acordo de US$ 22,8 bilhões envolvendo um consórcio americano.

Regulador antitruste da China revisará a venda de dois portos no canal do Panamá pela CK Hutchison para um consórcio liderado pela BlackRock.

O acordo faz parte de uma transação de US$ 22,8 bilhões para 43 portos globalmente, despertando críticas de Pequim. A CK Hutchison foi alertada a "pensar duas vezes" diante da participação de investidores americanos.

A Administração Estatal para Regulação do Mercado da China (SAMR) declarou estar ciente do acordo e revisará segundo a lei para proteger a concorrência e interesses públicos.

Comentários foram feitos após o jornal Ta Kung Pao questionar a venda, considerada uma "traição" ao povo chinês.

Não está claro se a revisão da SAMR abrangerá todo o acordo ou apenas os portos no Panamá, que representam uma fração do valor total.

Averiguações estão sendo realizadas para garantir que a venda não reduza a concorrência nos mercados de transporte marítimo da China.

Assinatura formal do acordo prevista para 2 de abril pode ser adiada. CK Hutchison é controlada por Li Ka-shing e enfrenta pressão tanto de Pequim quanto de Washington, especialmente após comentários do ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

Uma auditoria sobre as concessões portuárias da CK Hutchison no Panamá está em andamento, examinando o cumprimento dos termos de uma concessão de 25 anos.

A BlackRock não comentou, e a CK Hutchison e a SAMR não responderam a pedidos de declaração.

Colaboração: Michael Stott, de Santiago

Leia mais em folha