Cidades na Europa registram milhares de mortes por ondas de calor em 2025
Estudo revela que ondas de calor na Europa estão ligadas às mudanças climáticas e resultam em alto índice de mortalidade. Países do continente enfrentam maior vulnerabilidade devido a fatores como urbanização, poluição e infraestrutura inadequada.
Estudo recente revela que uma onda de calor extremo na Europa, de 23 de junho a 3 de julho, resultou em 2.300 mortes em 12 cidades. As mudanças climáticas elevaram as temperaturas de 1°C a 4°C, causando insolação e agravando doenças crônicas.
A Europa aquece mais rápido que outras regiões, com um aumento de 0,53°C por década desde 1990, o que intensifica as ondas de calor. O uso de ar-condicionado é baixo, com apenas 5% a 49% de residências equipadas, em contraste com 91% nos EUA e Japão.
Cidades densamente construídas, como Milão e Bolonha, enfrentam maior risco de temperaturas extremas. Pesquisa indica que Paris tem um risco aumentado de 56% em dias quentes. Enquanto isso, áreas mais pobres lidam com piores condições, aumentando a vulnerabilidade.
Projeções apontam que, até 2050, cidades como Florença poderão ver mortes relacionadas ao calor triplicarem. Mesmo cidades mais frias enfrentarão aumentos significativos. Para mitigar esses impactos, a Europa deve adotar estratégias para se manter fresca durante o verão.