Citi prevê antecipação de emissão dívida externa antes das eleições
Citi projeta continuidade nas emissões de dívida externa por empresas brasileiras no segundo semestre, impulsionadas pela antecipação de investidores antes das eleições. O banco também espera crescimento de dois dígitos em suas operações no Brasil nos próximos três anos, apesar das elevadas taxas de juros e da incerteza econômica.
Citi prevê continuidade nas emissões de dívida no exterior por empresas brasileiras no segundo semestre de 2023, segundo Marcelo Marangon, presidente do banco no Brasil.
Marangon comentou que é uma tendência dos investidores antecipar emissões internacionais em ano eleitoral. O banco projeta um ritmo mais lento para as emissões de dívida local e pouca atividade no mercado de ações devido às taxas de juros altos.
O Morgan Stanley estima um recorde de US$ 30 bilhões em títulos vendidos por emissores brasileiros este ano. Para o Citi, isso deve ajudar a aumentar os lucros da unidade no Brasil, que já atingiu R$ 1,29 bilhão em lucro líquido no primeiro semestre, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior.
A carteira de crédito do banco permanece estável em R$ 49 bilhões, com foco em clientes existentes devido à incerteza econômica. Marangon observou potencial para mais fusões e aquisições no setor elétrico no segundo semestre.
As tarifas impostas pelo presidente Donald Trump não devem impactar significativamente o portfólio do Citi no Brasil. No primeiro semestre, os ativos totais do banco caíram 11% em relação a 2022, para R$ 189 bilhões, devido a alterações contábeis.
Nos próximos três anos, o Citi planeja uma expansão de dois dígitos anual em seus negócios no Brasil, com ênfase na retenção de lucros para financiar esse crescimento. O banco empregava aproximadamente 2.100 pessoas em junho, mantendo os níveis do ano anterior.