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CMSE mantém parâmetros que orientam uso de reservatórios e despacho de térmicas

Manter os parâmetros de aversão ao risco reflete a busca do governo por uma gestão conservadora dos recursos hídricos. Medida pretende evitar crises energéticas como a de 2021, apesar de gerar custeio maior no curto prazo.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter os parâmetros de aversão a risco para a operação do sistema elétrico brasileiro até 2026. A decisão foi tomada em reunião extraordinária no dia 30.

A aversão ao risco é um parâmetro crucial nos modelos de simulação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), utilizado para gerenciar a água para geração de energia ou armazenamento em reservatórios.

Os dois parâmetros técnicos envolvidos são:

  • CRef: Curva referencial de armazenamento, indicando o nível mínimo desejado de armazenamento.
  • CVaR: Conjunto de pares que calibra o risco hidrológico nos modelos computacionais.

A manutenção do par CVaR de 15,40 leva em conta os 15% piores cenários hidrológicos, com um peso 40% maior. Isso implica em um uso mais conservador da água, mesmo que signifique o aumento na utilização de térmicas para garantir o fornecimento.

Essa postura visa evitar crises como a de 2021, quando houve escassez hídrica significativa. Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu consulta pública para melhorar os processos de definição da aversão ao risco, que deve ser deliberada até 31 de julho, com novos parâmetros em vigor a partir de janeiro de 2026.

A discussão gerou divergências no setor. Órgãos recomendam a manutenção dos níveis atuais, enquanto comercializadoras afirmam que o modelo atual pode gerar custos adicionais de R$ 9 bilhões para os consumidores.

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