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CNI decide contratar advogados e lobistas nos EUA contra tarifaço e investigação de Trump

Empresas brasileiras buscam via legal nos EUA para contestar tarifas de Trump. CNI contrata escritórios para lobby e defesa na investigação que afeta exportações nacionais.

Empresas brasileiras vão intensificar ações jurídicas nos Estados Unidos contra tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos nacionais.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) planeja contratar um escritório de lobby para persuadir o governo americano a reduzir a taxa de 50%, legalizada nos EUA.

A confederação também vai contratar um escritório de advocacia para defender os interesses das empresas nacionais na investigação com base na Seção 301 da lei de comércio americano.

O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) abriu uma investigação sobre práticas comerciais que estão restringindo as exportações americanas para o Brasil, abordando:

  • Pix
  • Venda de falsificados na Rua 25 de Março, SP
  • Cerceamento a redes sociais americanas
  • Desmatamento ilegal
  • Corrupção
  • Acesso ao mercado de etanol

O uso da Seção 301 envolve diálogo, investigação, mediação e, se necessário, correção de irregularidades, durando pelo menos 12 meses.

Hoje, a CNI divulgou dados sobre as exportações brasileiras para os EUA. Cerca de 77,8% da pauta exportadora enfrenta taxa adicional, com tarifas de 10%, 40%, 25% e 50% para produtos como aço, alumínio, veículos e autopeças.

Em 2024, 41,4% da pauta, que inclui 7.691 produtos, está sujeita à tarifa de 50%, totalizando US$ 17,5 bilhões em exportações.

A indústria de transformação representa 69,9% desse valor, com 7.184 produtos afetados, resultando em US$ 12,3 bilhões. Os setores mais impactados incluem:

  • Vestuário e acessórios - 14,6%
  • Máquinas e equipamentos - 11,2%
  • Produtos têxteis - 10,4%
  • Alimentos - 9,0%
  • Químicos - 8,7%
  • Couro e calçados - 5,7%
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