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CNI diz que não é o momento para aplicar Lei da Reciprocidade contra EUA

CNI recomenda cautela ao governo Lula em relação a retaliações comerciais aos EUA. Entidade defende negociações em vez de ações punitivas para reverter tarifa de 50% imposta pelas autoridades americanas.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) critica proposta de retaliação comercial do governo Lula aos EUA

Nesta sexta-feira (29), a CNI informou que acredita que este "não é o momento" para discutir uma possível retaliação comercial, mesmo com o tarifaço de 50% às exportações brasileiras já em vigor.

A nota da CNI é uma resposta ao aval dado por Lula para que o governo inicie discussões sobre o assunto. O Itamaraty acionou a Camex para investigar justificativas sobre a retaliação.

A CNI defende o uso de negociações em vez de retaliações, afirmando que "o momento exige cautela e discussões técnicas". O presidente Ricardo Alban ressaltou a importância de manter a relação "firme e propositiva" com os EUA.

As possíveis medidas de retaliação serão baseadas na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada por Lula em abril, mas ainda com regulamentações pendentes. O Palácio do Planalto já concluiu essa regulamentação.

A Camex tem até 30 dias para analisar os argumentos apresentados pelo Itamaraty. Se aprovado, será formado um grupo ministerial para discutir as retaliações.

A retaliação brasileira será semelhante ao processo iniciado pelos EUA contra o Brasil, permitindo que autoridades americanas se manifestem na investigação.

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