CNI envia defesa aos EUA e pede uso de canais de cooperação existentes para relação comercial justa
CNI apresenta defesa ao USTR contra alegações de práticas comerciais desleais do Brasil. Entidade destaca avanços em inclusão financeira, propriedade intelectual e legislação ambiental.
CNI apresenta defesa ao USTR
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou um documento ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) rebutando críticas sobre supostas “práticas desleais” do Brasil.
Pontos principais da defesa:
- Afirmou que o Brasil não prejudica empresas americanas em comércio digital e serviços de pagamentos, citando o Pix.
- Destacou que as preferências tarifárias a países como México e Índia estão dentro de acordos internacionais.
- Ressaltou a robustez do arcabouço legal anticorrupção no Brasil e a independência do Judiciário.
- Citou a redução do tempo de análise de patentes para 2,9 anos, alinhando-se a padrões de países desenvolvidos.
- Rebateu críticas ao etanol, afirmando que não há práticas discriminatórias.
- Enfatizou o fortalecimento das leis contra desmatamento ilegal.
A CNI alertou que restrições às importações podem ameaçar a relação comercial entre Brasil e EUA, sugerindo a cooperação.
CNA se posiciona
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apresentou defesa, focando em três dos seis pontos da investigação dos EUA:
- Tarifas Preferenciais: O Brasil aplica tratamento tarifário limitado que não prejudica a competitividade americana.
- Acesso ao Mercado de Etanol: A taxa de 18% é menor que a de muitos países do Mercosul.
- Desmatamento Ilegal: O Brasil possui legislação ambiental avançada e ferramentas para rastreabilidade.
Sueme Mori, diretora da CNA, afirmou que a investigação provirá o compromisso do Brasil com um comércio justo e transparente.
Leia mais em
o-globo