CNI pede prudência após governo Lula autorizar o uso da Lei da Reciprocidade contra tarifaço dos EUA
CNI pede cautela em resposta a tarifas americanas e defende negociações. Líderes empresariais brasileiros se reunirão com autoridades nos EUA para buscar soluções que evitem impactos negativos nas exportações.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pede cautela na disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos, após a autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para abrir consultas sobre a Lei da Reciprocidade Econômica contra tarifas de 50% dos EUA.
A CNI recomenda usar mecanismos de negociação para reduzir os impactos dessas tarifas, considerando que não é o momento de aplicar a lei de forma imediata.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca a importância de uma abordagem prudente, e uma comitiva de mais de 100 líderes industriais viajará a Washington para reuniões com empresários e autoridades americanas.
Alban afirma que as economias de ambos os países são complementares, com insumos representando 58% do comércio nos últimos anos.
- A programação inclui reuniões bilaterais entre entidades empresariais e uma plenária para discutir efeitos comerciais.
- A CNI organiza encontros preparatórios para uma audiência pública sobre a investigação do governo dos EUA em 3 de setembro.
Sobre a Lei da Reciprocidade, sancionada em abril, o Brasil pode reagir a medidas que afetem sua competitividade, incluindo tarifas e restrições comerciais. O processo de aplicação depende da elaboração de um exame de admissibilidade pela Camex.
O decreto prevê contramedidas provisórias e ordinárias, com prazos e processos diferentes para cada tipo, e exige notificação ao parceiro comercial afetado em cada etapa.