Com apetite estrangeiro, fusões e aquisições em instituições financeiras quase dobram no semestre
Crescimento expressivo nas fusões e aquisições do setor financeiro brasileiro atrai investidores estrangeiros, reforçando o apetite pelo mercado local. A entrada de novos concorrentes e a união de fintechs resultam em maior competição e inovação, beneficiando consumidores e o ecossistema financeiro.
Crescimento nas Fusões e Aquisições no Setor Financeiro
O número de fusões e aquisições no setor financeiro cresceu 97,36% no primeiro semestre de 2025, passando de 38 para 75 operações, conforme pesquisa da KPMG.
Os investidores estrangeiros participaram de 25 das operações, representando 33% do total. As fusões financeiras ocupam o segundo lugar em transações, ficando atrás do setor de tecnologia da informação.
Do total de 75 operações:
- 43 foram domésticas.
- 25 envolveram investidores estrangeiros.
- 6 foram brasileiras adquirindo estrangeiras.
- 1 negociação de brasileira adquirindo estrangeira no Brasil.
Fernando Mattar, sócio-líder da KPMG, destaca que entrar em grandes bancos é difícil, mas empresas menores se tornam um canal para investidores. Este mercado é atraente pela sua competitividade e inovação.
A Febraban observa que o setor bancário brasileiro é aberto a novos concorrentes, com sem barreiras regulatórias significativas. A ABFintech vê positivamente as fusões, considerando-as como forma de reforçar times e criar empresas mais robustas.
As fusões e aquisições, especialmente em fintechs (que lideraram com 68% das operações), aumentam a oferta de produtos e geram concorrência saudável, beneficiando consumidores ao oferecer produtos mais inovadores.
A fusão e aquisição é uma ferramenta crucial para atrair investimentos e desenvolver novas tecnologias no Brasil. No entanto, existe risco quando fintechs são adquiridas apenas para absorver tecnologia, sem continuar a proposta de valor original ao consumidor.