Com autopagamento em expansão, varejo vê alta nas vendas
Aumento na popularidade do self-checkout revoluciona o varejo brasileiro, com grandes redes buscando expansão do atendimento automatizado. Apesar da tecnologia, a presença de funcionários ainda é considerada crucial para garantir a satisfação e segurança do consumidor.
Expansão do Autopagamento no Varejo Brasileiro
O sistema de autopagamento (“self-checkout”) cresce no Brasil ao reduzir filas e aumentar vendas.
GPA (dono das marcas Pão de Açúcar e Extra) já tem 90% das lojas com terminais, buscando 100%. A satisfação do consumidor com menos espera é um dos motivadores.
Emerson Facunte, do GPA, destaca que não há redução de custos, mas aumento na satisfação e nas vendas. No Grupo Carrefour, a tecnologia melhora a percepção do cliente e impulsiona o uso.
Lojas Americanas prioriza locais com alta venda para instalação de terminais; 20% das 239 unidades têm um. Análises de dados mostram resultados positivos.
O Procon-SP defende que a escolha no atendimento deve ser garantida, exigindo funcionários para apoiar clientes. A falta de pessoal foi notada em vistorias, mas as reclamações são raras.
A proibição do autosserviço em abastecimentos de combustíveis persiste, mas um projeto de lei tenta flexibilizar essa norma, apesar da decisão do STF em 2023.
Furtos e Perdas têm gerado preocupações, mas fraudes no self-checkout não limitam a estratégia. O Assaí constatou que as perdas são iguais em lojas com ou sem terminais, que já estão em 74% das unidades.
Novas tecnologias, como câmeras e inteligência artificial, estão sendo adotadas para minimizar fraudes. O Carrefour planeja usar AI para detecção de fraudes baseada em movimento.
A Renner utiliza RFID desde 2021, com 60% das lojas equipadas. Entretanto, caixas tradicionais continuarão a existir, atendendo clientes que preferem o contato humano.
“Os caixas com atendentes são essenciais para um atendimento inclusivo”, afirma Fabiana Taccola, vice-presidente de produto e operações.