Com novas tarifas, Trump faz história: repete erro de quase 100 anos e implode ordem que EUA construíram
Trump se prepara para anunciar tarifas recíprocas em um movimento que promete impactar significativamente a economia global. Especialistas temem que as novas medidas possam desencadear uma recessão nos EUA e uma desaceleração econômica mundial.
Trump planeja impor novas tarifas comerciais para "libertar" a economia americana, apostando que o cenário global mudou desde a Grande Depressão e a era das tarifas Smoot-Hawley de 1930.
O presidente dos EUA acredita que outros países têm explorado os EUA e busca desmantelar o sistema comercial global que considera injusto. A coletiva de imprensa no Jardim das Rosas deve revelar detalhes das tarifas, causando apreensão nos mercados financeiros.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, alertou que um governo hostil dos EUA poderia desencadear um conflito econômico mundial, enquanto o primeiro-ministro canadense Mark Carney afirmou que o antigo relacionamento com os EUA acabou.
As novas tarifas podem afetar empresas, com a Câmara de Comércio dos EUA alertando que pequenas empresas serão as mais prejudicadas. No entanto, siderúrgicas e marcas de consumo celebram a possibilidade de tarifas mais altas.
Trump busca gerar receitas para compensar cortes de impostos e seu impacto pode ser maior do que as tarifas de 1930. Importações correspondem a 14% do PIB dos EUA, o que torna o efeito potencial das tarifas mais severo.
Uma análise estima que tarifas mais rígidas poderiam resultar em uma queda de 4% no PIB americano e aumentos de preços em até 2,5%. Canadá e países da Ásia poderiam sofrer impactos significativos.
Embora o governo Trump negue que as tarifas causarão danos, os mercados financeiros estão inseguros, com previsões de crescimento em queda. A confiança do consumidor atingiu níveis alarmantes, e muitas empresas estão hesitando em fazer novos investimentos.
A estratégia de Trump ignora acordos comerciais como o GATT e prioriza negociações bilaterais, o que pode agravar as tensões comerciais. Executivos alertam sobre os perigos do protecionismo e seu impacto negativo na confiança do consumidor.
Algumas empresas, como a JM Smucker Co., enxergam a proteção comercial como necessária, mas outras, como a Tesla, expressam preocupações sobre o aumento de custos devido às tarifas.
Este cenário levanta comparações com crises passadas, indicando que o protecionismo pode não ser uma solução a longo prazo e ainda pode levar a retaliações comerciais e novos desafios econômicos.